Colheita do acaso
Sou Mao, sou mão, sou cacho.Colheita do acaso, arroz do teu casamento,sou facho, lenha e compasso,o charco da tua plantação.Dor de antemão, arte marcial!Sou o peão que gira a tua volta,pau de resposta, solidão...vida torta!Passo de semblante em semblantee o barulho perdido no horizonte...Não se sabe a inquietação da luxúriae o esplendor da riqueza!Viro simples diamante!Se tu és do dia, amante,nem percebes a solidezcom que se passa adiante!
Fred Magalhães e Jú Mangaba

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